Dia 14: Você não está sozinho

Tradução do boletim de hoje da campanha 100 Dias de Amor-Bondade, da Wildmind. Amanhã, e aliás, até segunda, não sei se terei tempo de traduzir :(

Uma das razões mais comuns pelas quais temos dificuldade na auto-metta é que imaginamos que nossas dificuldades e contratempos nos diferenciam de outras pessoas. Sendo assim, quando enfrentamos dificuldades com algo que é importante para nós, nos sentimos isolados e sozinhos. A gente supõe que tal coisa, seja ela o que for, é fácil para os outros e difícil para a gente. Que a gente foi amaldiçoado com alguma deficiência. Que, de alguma forma, somos piores que os outros. E ao nos julgar dessa forma, a gente então se inunda com auto-criticismo e se sente desanimado por causa daquilo que percebemos como uma falha nossa.

O budismo tem um nome para isso: prepotência. Talvez você se surpreenda com isso, uma vez que a gente normalmente considera prepotência quando nós achamos superiores aos outros. Mas a partir de um ponto de vista budista, toda a comparação com o valor de outra pessoa é uma forma de prepotência, esteja a gente se sentindo superior, inferior ou mesmo igual ao outro.

Eu gostaria de fazer três sugestões sobre como tratar do complexo de inferioridade – esta tendência a criar um sentido da isolamento.

1 – Trate seus sentimentos dolorosos com compaixão
É OK sentir desapontamento ou frustração quando as coisas não saem da maneira que a gente quer. Em termos budistas, estes são sentimentos e não emoções. E, ao contrário de emoções, os sentimentos estão fora de nosso controle direto. Os sentimentos são neutros eticamente. O problema é que a gente frequentemente pensa que há algo errado conosco quando experimentamos este tipo de desconforto, como se estivéssemos fazendo algo errado ao nos sentir frustrados ou decepcionados, ou tomamos isso como um sinal de que falhamos. Mas não estamos errados, nunca estivemos. A primeira coisa é aceitar estes sentimentos dolorosos, para depois reconhecer que são uma forma de sofrimento, e responder, em terceiro lugar, ao nosso sofrimento de uma maneira compassiva. Trate a sua dor como se fosse uma outra pessoa sofrendo, e emita pensamentos de amor e bondade: “Que você esteja bem; que você seja feliz; que você encontre a paz.”

2 – Preste atenção a seus pensamentos com ceticismo
Há um provérbio que nos diz para não acreditar em tudo o que a gente pensa. O que é especialmente verdadeiro quando nós estamos passando por dificuldades. Nossos pensamentos podem nos contar histórias como: “eu falhei. Sou imprestável. Não consigo fazer isso. Não dá para aguentar.” E assim por diante. É muito importante afastar-se um pouco destes pensamentos e reconhecer que são histórias, e não a realidade. Você pode observar os pensamentos, sem acreditar nas histórias que estão contando. Outro dia, eu observei pensamentos conectados com a solidão que começava a borbulhar em minha mente. Em vez de transformá-los em um drama, deixei apenas que os pensamentos passassem. E então prestei atenção com compaixão à solidão que eu experimentava.

3 – Considere: Você não está sozinho
Todos nós cometemos erros; todos temos pontos fortes e fracos; a confusão é uma parte integral da aprendizagem: lembrar disso ajuda a gente a se sentir menos sozinhos, e a reconhecer que a frustração faz parte da vida de todos. O pensamento de que somos piores do que os outros é apenas uma dentre muitas histórias que podemos tratar com ceticismo. É uma das mais perniciosas, porém, e por isso eu a escolhi para dar esse tratamento especial. E a prática de considerar que não estamos sozinhos é também uma ilustração que não basta deixar passar nossos pensamentos inúteis: podemos também conscientemente cultivar pensamentos, como “todos cometem erros”, que permitem que estejamos mais em paz.

Na semana passada cometi uma série de erros bem públicos. Primeiro, enviei um email para milhares de pessoas para a lista errada. Depois eu enviei o email outra vez, para a lista certa, mas com um link quebrado. Finalmente, acertei. Houve uma época em que eu agonizaria depois de cometer um erro assim, publicamente, mas agora apenas vejo isso como algo que acontece. Nós todos cometemos erros.

Estas três práticas podem ajudar a nos liberar da carga adicional de sofrimento que a gente impõem a nós mesmos quando tomamos uma frustração ordinária e a transformamos em algo muito mais doloroso. Elas permitem que a gente deixe sentimentos difíceis surgir e passar, nos deixando mais leves e mais livres.

Com metta (bondade),

Bodhipaksa

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Dia 5: Encorpando amor-bondade

Tradução da newsletter do quinto dia da campanha 100 Dias de Amor-Bondade:

Há muita confiança em se tratando de amor-bondade, especialmente no que diz respeito a amor-bondade para consigo mesmo (auto- metta), e essa confiança se reflete-se no corpo. Quando estamos nos sentindo amorosos conosco ou com outros, ficamos eretos, o peito é aberto – o coração fica aberto – e relaxamos. Há uma sensação de suavidade, mas também de força. Metta definitivamente não é um estado fraco ou passivo. Trata-se de uma postura confiante.

Muitas vezes, quando nos falta a confiança, afundamos. Os ombros rolam para a frente. O peito desaba, de modo que não dá para respirar bem. O coração se fecha. Olhamos para baixo, o que limita os nossos horizontes, tanto literal quanto figurativamente. Viramos para dentro e ruminamos de uma maneira que nos faz sentir ainda pior. Você não pode ser gentil consigo mesmo ou com os outros em tal postura.

Agora, pesquisas mostram que a nossa postura está intimamente relacionada ao nosso senso de confiança, e que este é mensurável. Amy Cuddy explica em uma palestra do TED muito conhecida que quando as pessoas estão em uma postura confiante – as posições clássicas de Mulher Maravilha ou Super Homem, com as pernas afastadas, as mãos nos quadris, o peito aberto, olhando para a frente – os níveis de testosterona são estimulados. A testosterona, ao contrário da crença popular, não é apenas um hormônio masculino. É encontrado em homens e mulheres. E está relacionado à confiança, um senso de competência e auto-estima. E a mesma postura confiante também reduz os níveis de cortisona (um hormônio do estresse) no sangue, reduzindo os níveis de estresse e ansiedade.

Estas mudanças em nossos níveis hormonais ocorrem depois de apenas dois minutos, o que é bastante surpreendente. Não demora muito para que a nossa fisiologia mude em resposta a nossa postura. Em apenas dois minutos, você pode se sentir mais confiante e forte.

Sugiro então que você tente fazer isso como uma prática. Quando estiver em pé ou sentado, ou mesmo trabalhando na frente de um computador ou posicionado para a meditação, tente manter o corpo ereto e o peito aberto por pelo menos dois minutos. Sinta o tom da sensação – espero que de confiança – de adotar uma postura aberta e ereta.

Mas também permita que o corpo amoleça. Deixe a sua musculatura relaxar um pouco. Traga a sua consciência para o coração, respire naquela região do corpo e ative o nervo vago, de modo que o coração sinta-se brando e aberto. E, em seguida, deseje que você, e o resto do mundo, estejam bem.

Com metta (bondade),
Bodhipaksa

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Dia 4: Trazendo amor-bondade ao coração

Tradução da newsletter do quarto dia da campanha 100 Dias de Amor-Bondade:

Hoje, como parte dos 100 Dias de Amor-Bondade, vamos continuar focando na prática da auto-metta. Eu vou sugerir uma prática simples para ajudar a trazer uma atitude mais gentil a sua vida diária: simplesmente estar ciente de seu coração.

Eu não estou falando de perceber o coração batendo, mas em trazer a consciência para a parte central do seu peito e voltar ao local diversas vezes durante o dia.

Esta região do corpo é muito importante em termos de sentimentos, razão pela qual “emoção” e “coração” são praticamente sinônimos. E mais importante ainda, “amor” e “coração” também são praticamente sinônimos. O símbolo do coração – ❤ – significa  “amor”, antes de qualquer coisa.

Há uma razão para isso, um grande nervo chamado vago (ou pneumogástrico) que corre pelo centro do peito. O nervo vago é um importante componente do sistema nervoso parassimpático, responsável por trazer o corpo de volta à calma, descanso e equilíbrio. E o vago é muito importante para mediar sentimentos que podem ser associados ao amor e à compaixão. Quando ele é ativado, pode haver uma sensação de calor e de abertura ao redor do coração (pode haver amor e compaixão sem essas sensações, que são um bom bônus).

A psicóloga Barbara Fredrickson, da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, Estados Unidos, descobriu que praticar a meditação de amor-bondade durante apenas algumas semanas aumenta significativamente o chamado “tônus ​​vagal”, que é uma medida da atividade do nervo vago e um sinal de boa saúde vagal (análoga ao “tônus ​​muscular”).

O professor Stephen Porges, da Universidade de Illinois em Chicago, descreveu o nervo vago como o nervo da compaixão. E o Dr. Dacher Keltner, o autor do livro Born to Be Good (Nascido Para Ser Bondoso, em tradução livre) e co-diretor do Greater Good Science Center, aponta que crianças que apresentam um tônus ​​vagal mais forte são mais cooperativas e prestativas, e, por exemplo, intervêm ao ver outra criança sendo intimidada.

Basta chamar a atenção para a área do coração para ajudar a ativar o nervo vago. Então, tente o seguinte:

  • Conscientize-se da área do coração.
  • Observe quais emoções e sensações estão presentes – sem julgamento. Não importa o que está lá: esteja você se sentindo neutro ou mesmo se sentindo um lixo, é apenas o seu ponto de partida neste momento.
  • Deixe passar, da melhor forma possível, qualquer tensão na área, deixando uma sensação de suavidade emergir.
  • Envie pensamentos de bondade para esta parte do corpo, dizendo: “Que você esteja bem; que você seja feliz, que você fique à vontade”.
  • Repita estas frases várias vezes ao dia, sempre que fizer uma pausa, tiver um intervalo ou durante alguma tarefa rotineira, como dirigir ou tomar banho, quando a mente normalmente vagueia.

Deixe de lado qualquer anseio por resultados, o que muitas vezes é simplesmente  apego e pode envolver rejeição por sua experiência atual. Apenas permita que as coisas se desenrolem em seu próprio tempo.

Com metta (bondade),
Bodhipaksa

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Dia 3: Lidando com a ausência de amor-bondade

Tradução da newsletter do terceiro dia da campanha 100 Dias de Amor-Bondade:

Algumas pessoas se deparam com sérias dificuldades na meditação de amor-bondade, especialmente no que tange o cultivo de amor-bondade para consigo mesmas. Às vezes, sentem uma sensação de fracasso e desânimo em torno da prática, a evitando. Acredito que que esta sensação de fracasso parta de uma incompreensão do que seja metta.

Muitas das pessoas que encontram dificuldades na prática da meditação de amor-bondade acreditam que metta seja uma emoção. Elas acham que trata-se de uma emoção que ainda não experimentaram, vendo metta como algo grandioso e imponente, profundamente comovente, uma coisa poderosa e até mesmo avassaladora. E, no passado, talvez tenham sentado em meditação, tentando fazer com que esta grande emoção acontecesse, e não vendo nenhuma grande emoção chegar semana após semana, mês após mês, ano após ano, chegaram à conclusão que experimentar metta era algo que não estava ao alcance delas.

Mas metta não é uma emoção. É uma volição.

O que é volição então? A volição é um desejo ou vontade (do verbo volere que significa “querer” em latim). Especificamente, metta é o desejo de que todos os seres (incluindo nós mesmos) estejam bem, felizes e em paz. Agora, esse desejo pode vir acompanhado de certos sentimentos, como um calor no coração, ou talvez não. Muitas vezes, não é.

Sempre que você agir de uma forma que valoriza o bem-estar de outra pessoa e leva em conta a felicidade dela, você está agindo com metta. Assim, para dar um exemplo muito comum, você segurar uma porta aberta para alguém atrás de você passar. Você não deixaria a porta bater, porque seria uma experiência desagradável para a pessoa e  causaria sofrimento a ela. E isso você não quer. Mas geralmente não há nenhum grande afloramento de emoção ao segurar a porta para alguém passar. Talvez haja um pequeno brilho de felicidade, talvez não. O importante é que você tratou outra pessoa bem. O fato de você sentir algo é secundário, e não muito importante.

Se você acha que metta é uma emoção, então a prática da meditação de amor-bondade pode ser especialmente difícil quando se trata de auto-metta, pois você procura um sentimento de amor por si próprio e não o encontra. O que significa (você presume) que você não ama a si mesmo. O que significa que você não é digno de amor. O que significa que você é uma pessoa terrível. O que significa que você não merece amor. E portanto você não se ama (ou não consegue se amar). Nesse ponto, você está sentindo alguma coisa, mas é algo muito doloroso!

Porém, mais uma vez, a auto-metta é tão tecida em nosso ser que simplesmente não a vemos. Certamente, pode ser que sejamos o oposto de bondoso em relação a nós mesmos, às vezes, por exemplo, podemos falar conosco de maneira áspera. Mas nos alimentamos e nos vestimos, nos tratamos, e, geralmente, nos impedimos de sermos prejudicados. Cuidamos de nós mesmos. Nossa auto-metta está presente praticamente o tempo todo.

Metta é uma parte muito comum da vida. Esta qualidade de desejar que todos os seres (incluindo nós mesmos) estejam bem, felizes e em paz é parte do tecido de nosso ser. Metta não é uma nova coisa estranha que você nunca experimentou. As sementes de metta estão sempre lá para cultivarmos. Ao cultivar plantas, você não começar com nada. Você começa com sementes. E as sementes de metta já existem dentro de nós, na forma da bondade comum que demonstramos no dia a dia.

Portanto, não há necessidade de evitar a prática de amor-bondade, caso você a considere um desafio. O que você precisa fazer é mudar o seu entendimento do que metta é. Para tanto, veja a seguir algumas coisas que eu sugiro:

  • Eu o encorajo a aceitar, antes de tudo, o fato de que metta não é uma emoção, mas um desejo: um desejo de felicidade e bem-estar.
  • Eu o encorajo a aceitar que você tem de fato esse desejo de felicidade e bem-estar, e, portanto, você tem auto-metta.
  • Eu o encorajo a perceber as pequenas coisas que você faz que representam atos de cuidado pessoal, algo tão básico quanto estar em segurança ao atravessar a rua, ou algo além, como fazer uma pausa quando estiver cansado. Aprecie essas coisas e as reconheça como auto-metta.
  • E, finalmente, perceba as maneiras como você se importa com os outros, mesmo em pequenas coisas, como sair da frente para que eles possam passar, ou segurar uma porta aberta.

Mas também cultive metta e, principalmente, auto-metta, em sua prática de meditação diária e até mesmo durante o dia, repetindo qualquer uma das frases de amor-bondade que sejam mais significativas para você. Frases como “Que eu esteja bem; que eu seja feliz, que eu possa estar à vontade”. Esteja aberto a qualquer resposta em forma de sentimentos que venha, mas está tudo bem se você não sentir algo. Basta fazer a prática para reforçar o seu desejo de estar bem e feliz.

Com metta (bondade),
Bodhipaksa

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Dia 2: O que é amor-bondade (lovingkindness)?

Tradução da newsletter do segundo dia da campanha 100 Dias de Amor-Bondade:

Amor-bondade (metta) é tão-somente o desejo que temos que todos os seres, incluindo nós mesmos, sejam felizes. É algo muito simples, natural e inato. Podemos pensar nisso só como “bondade”, que acho que é, na verdade, uma das melhores palavras para traduzir o termo metta. É fácil lembrar de momentos em que fomos bondosos, como nos sentimos quando somos bondosos e como é ver a bondade de outras pessoas em ação. A “bondade” é uma qualidade que podemos abordar experimentadamente.

Metta bhavana, ou meditação de amor-bondade, é uma prática através da qual entramos em contato e fortalecemos a nossa bondade inata.

Quero salientar novamente que a bondade – metta – é natural e intrínseca. Você já a tem  e não é necessário criá-la. Não é algo místico ou sobrenatural, ou algo que você não tenha experimentado antes. Mas ela pode ser reforçada.

Para ter uma noção da naturalidade e simplicidade desta qualidade de bondade, considere as seguintes reflexões:

  • Você quer, de modo geral, ser feliz. Você não quer, de modo geral, sofrer (isto é verdade para você?).
  • A felicidade é, muitas vezes, muito mais difícil de se encontrar do que você acha que seria, e o sofrimento é algo que você experimenta com mais frequência do que você gostaria (também é verdade para você?)
  • Faça uma pausa por um momento e confira a veracidade dessas declarações em seu coração.

Agora, tendo deixado esses pensamentos circular em sua mente, e tendo percebido a veracidade deles em sua experiência (e tudo bem se for uma verdade incômoda), pergunte-se se há alguma parte de você que pode reagir com apoio e simpatia ao lidar com essa coisa difícil que é ser humano. Porque ser humano é uma coisa difícil, seguir esta tarefa de viver, buscar a felicidade e saber que ela é elusiva, tentar evitar o sofrimento e descobrir que ele surge com muita frequência. Quando você considera a vida a partir desta perspectiva, sente um pouco mais de simpatia por si mesmo do que o habitual?

Agora, considere que essas reflexões são verdadeiras para as outras pessoas também. Todos os seres, goste você deles ou não, conheça-os ou não, estão na mesma situação que você. Pause, relaxe e veja se há alguma parte de você que pode apoiar e valorizar as aspirações dos outros seres à medida que eles lutam para encontrar a felicidade e escapar do sofrimento, ao também lidar com essa coisa difícil que é ser humano.

É portanto uma coisa muito natural, embora possa ir extremamente contra alguns dos nossos condicionamentos (“quer dizer que eu tenho permissão para gostar de mim?”).

As frases que eu incentivo você a circular na mente como uma forma de cultivar uma atitude mais gentil consigo mesmo têm a intenção de tocar em nosso desejo natural de ser feliz:

  • Que eu esteja bem
  • Que eu seja feliz
  • Que eu me sinta à vontade

Temos um guia bastante extenso sobre a prática de amor-bondade no site do Wildmind, e você pode começar com o cultivo da bondade para consigo mesmo aqui. Ou, se  preferir, pode ir direto a esta rápida meditação guiada, que introduz a prática de “auto-metta”. Foi gravada há muito tempo, em equipamento muito ruim, mas se conseguir ignorar essas deficiências, espero que tire proveito. [nota da tradução: substitui os links originais por links para as páginas ligeiramente correspondentes no site da Wildmind em português].

Com metta (bondade),
Bodhipaksa

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