Como começar a meditar

O primeiro passo para começar a meditar é, na minha opinião, firmar o compromisso consigo mesmo. É afirmar que quer meditar e decidir que vai estabelecer uma prática diária, marcar a data de início e acionar a vontade para colocar o plano em ação.

Para tanto, acho que ajuda muito conhecer a sua própria motivação: por que você quer meditar? A resposta vai ser pessoal e intransferível – sugiro que passe algum tempo pensando sobre isso e faça uma lista de motivações, que você pode ler de tempos em tempos, para renovar a sua motivação e consequentemente, alicerçar a sua vontade (principalmente naqueles dias em que a gente se pega com preguiça!).

A partir daí, o próximo passo é determinar o plano em si, o que deve ser totalmente adaptado à sua realidade. Como estamos falando do estabelecimento de um novo hábito, é importante que a prática seja diária, mas cabe a você escolher os detalhes dela. Eis um plano básico em cinco passos:

  1. O tempo: quanto tempo você quer ou pode meditar por dia? Pode ser 5, 10, 15, 20, 30 minutos ou mais – ou até menos – não importa, desde que você consiga parar tudo pelo período especificado. Você pode também começar com um tempo menor e aumentar gradativamente. Escolha um período com o qual você pode confortavelmente se comprometer diariamente.
  2. O horário: qual a melhor hora do dia para você meditar? Considere um horário que você possa manter todos os dias. Algumas pessoas preferem de manhã logo cedo, outras antes de dormir, algumas no meio do dia. Ajuda muito manter o mesmo horário, já que estamos falando de hábitos. Eu coloco um alerta no despertador de meu celular com o horário de começar e de acabar, e sigo à risca.
  3. O local: onde você quer meditar? Em um mundo ideal, você teria um espaço dedicado exclusivamente para a meditação, mas caso isso não seja possível, procure meditar no mesmo lugar sempre que possível, a menos que você esteja viajando ou impossibilitado por qualquer outro motivo. Também em um mundo ideal, esse local seria tranquilo e livre de distrações, mas nem sempre isso é possível – não podemos controlar nada fora de nós mesmos!
  4. A postura: como você se sente mais confortável? A clássica posição de lotus ou a posição intermediária meia lotus não são recomendadas para iniciantes. Embora a postura seja muito importante, não precisa ser nenhuma dessas duas, e a pessoa pode escolher meditar sentada em uma almofada no chão, em banquinho ou cadeira, ou até  andando. O fundamental é encontrar uma posição na qual você sinta-se confortável e possa relaxar, ao mesmo tempo que permanece alerta e consciente. Experimente e ouça o seu corpo.
  5. O método: qual forma de meditação você gosta mais? São muitas as escolas, tradições e ferramentas. Experimente todos até decidir qual é a forma preferida, e enquanto isso, a forma mais básica de meditar é se concentrar na respiração, observando conscientemente as sensações do corpo e os pensamentos, sem julgar ou tentar mudar nada. Observe o momento.

Não se esqueça que esse plano é maleável. Vá ajustando de acordo com sua experiência, à medida que medita e aprende mais sobre si mesmo. Ele também é simples e básico: há muitos recursos que podem ser incorporados a depender do seu gosto pessoal: acender velas, imagens, incenso, áudio com meditação guiada ou música, e muito mais. Depende de você!

O mais importante de tudo é manter a disciplina, mas caso não consiga colocar o plano em ação um dia ou outro, não desista: basta recomeçar no dia seguinte. Estamos sempre no momento certo para meditar.

Mais informações:
Guia compreensivo sobre a postura de meditação no site WildMind

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