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A meditação acontece

A meditação é um acontecimento, esse é o primeiro ponto. O segundo é, a meditação não exige esforço. A chave para a meditação é a não exigência de esforço. Não é fazer alguma coisa, mas não fazer nada, que é meditação. E criar uma condição onde você possa realmente não fazer nada é tudo o que é importante para examinar.

~Sri Sri Ravi Shankar

Veja mais sobre os muitos métodos e maneira como meditação acontece, segundo o líder espiritual indiano, no site da Arte de Viver Brasil

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Conselhos de um meditator experiente

Somos inundados por terapias, livros de auto-ajuda e técnicas – o que o músico e ativista Bob Geldof chamou de “a próspera economia dos psicoterapeutas, religiões da moda e boutiques espirituais – que tratam de nossas vidas como projetos a serem refinados e fixos. Não seria a meditação (se é que é alguma coisa) um alívio disso tudo? Não seria o oposto de reparar, ajustar, esforçar-se e perpetuamente querer que as coisas fossem diferentes?

– Barry Evans, em “The Myth of the Experienced Meditator” [O Mito do Meditador Experiente, em tradução livre]. Fonte: newsletter de hoje da Tricycle.

Mais mindfulness, menos meditação

Artigo de Tony Schwartz, postado originalmente no The New York Times DealBook em 31 de janeiro de 2014, com tradução (não autorizada) minha. Sobre o autor: Tony Schwartz é presidente-executivo do Energy Project e autor do livro Envolvimento Total: Gerenciando Energia e Não o Tempo.

Eis a promessa: Meditação – e em particular meditação mindfulness (atenção plena) – reduzirá o seu nível de cortisol, pressão arterial, ansiedade social e depressão. Vai aumentar a resposta de seu sistema imunológico, resistência e foco, e melhorará seus relacionamentos – inclusive consigo mesmo. Também reforçará o seu desempenho no trabalho e proporcionará a paz interior. Pode até mesmo curar a psoríase.

O rapper 50 Cent medita, assim como Lena Dunham e Alanis Morissette. Steven P. Jobs meditava e a prática de mindfulness está varrendo o Vale do Silício. De sábado a oito, 2 mil executivos de tecnologia e outros candidatos participarão da Wisdom 2.0, uma conferência esgotada que tornou-se repentinamente um evento imperdível para os entendidos. Até mesmo Rupert Murdoch tentou meditar, resumindo sua tentativa em um tweet a la haikai: “Todo mundo recomenda, não é fácil começar, mas dizem que melhora tudo”.

É mesmo? Pelo que vale, não concordo.

Eu aprendi a meditar há 25 anos, construí uma prática diária de atenção plena e passei centenas de horas sentado com os olhos fechados e as pernas cruzadas. Também entrevistei dezenas de praticantes de meditação, incluindo os professores mais proeminentes, para um livro que escrevi em 1995 chamado “What Really Matters: Searching for Wisdom in America” [O que realmente importa: A procura pela sabedoria na América do Norte, em tradução livre].

Mas quanto mais tempo eu passava meditando, menos valor que eu tirava da prática. O que não quer dizer que eu ache que não traga nenhum benefício.

A definição mais simples de meditação é aprender a fazer uma coisa de cada vez. Construir a capacidade de acalmar a mente tem inegável valor em tempos em que nossa atenção encontra-se sob cerco fechado, e a distração se tornou nosso estado estacionário. A meditação – em dose correta – também é importante como uma forma de relaxar o corpo, acalmar as emoções e refrescar a energia da pessoa. Há evidências cada vez maiores de que a meditação traz alguns benefícios para a saúde.

Eu não vejo muitas evidências, entretanto, de que a meditação leva as pessoas a se comportarem melhor, melhora seus relacionamentos ou as torna mais felizes.

Considere o que Jack Kornfield tem a dizer sobre a meditação. Na década de 70, depois de passar vários anos como um monge no Sudeste da Ásia, Kornfield foi um dos primeiros norte-americanos a levar a prática da atenção plena para o Ocidente. Ele continua sendo um dos professores de mindfulness mais conhecidos, além de trabalhar como psicólogo.

“Enquanto eu me beneficiei enormemente da formação nos mosteiros tailandeses e birmaneses onde pratiquei”, escreveu ele, “notei duas coisas marcantes. Primeiro, havia áreas principais de dificuldades na minha vida, como solidão, relacionamentos íntimos, trabalho, feridas da infância e padrões de medo que nem mesmo a meditação muito profunda tocou”.

“Em segundo lugar, dentre as várias dezenas de monges ocidentais (e muitos meditadores asiáticos) que conheci durante minha temporada na Ásia, com algumas exceções notáveis, a maioria não foi ajudada pela meditação em grandes áreas de suas vidas. Meditação e prática espiritual podem ser facilmente usadas para suprimir e evitar sentimentos ou para escapar de áreas difíceis de nossas vidas”.

Então, como usar a meditação para tirar melhor proveito?

Em primeiro lugar, não espere mais do que ela pode fazer.

No mundo moderno, a meditação é muito mais eficaz como uma técnica de auto-gestão, e não como um meio de transformação pessoal nem muito menos para a iluminação.

Em segundo lugar, comece com simplicidade.

Mindfulness – ou “vipassana” – é um tipo específico de prática meditativa do budismo Theravada. Trata-se de aprender a observar os pensamentos, sentimentos e sensações que podem surgir e passar, sem prender-se a eles. Ao construir a capacidade de testemunhar a própria experiência, sem apego ou reação, segundo o ensinamento, a pessoa lentamente começa a ver além da ilusão de permanência e separação.

O problema com a atenção plena como um ponto de partida é que trata-se de uma prática avançada. No ensino tradicional, os alunos aprendem primeiro a estabilizar a atenção através de “samatha”, ou meditação de concentração. A concentração envolve o foco em um único objeto de atenção, tal como a respiração ou mantra, como na meditação transcendental. Somente quando os alunos aprendem a acalmar a mente de forma confiável – um processo que muitas vezes leva anos – é que a prática mais sutil e avançada de vipassana é introduzida.

Na minha experiência, a meditação de concentração é uma forma mais simples e mais confiável do que a atenção plena para ajudar no controle de sua atenção, calma e relaxamento – especialmente para aqueles que estão nos estágios iniciais da prática.

Finalmente, não presuma que mais é melhor.

“A prática de mindfulness tem seus benefícios”, afirmou Catherine Ingram, autora do livro Passionate Presence [Presença Passional, em tradução livre], “mas no meu caso, após 17 anos de prática, cheguei a um ponto em que observar mentalmente minha respiração, pensamentos e sensações se tornou cansativo, uma sensação de sempre ter dever de casa e de constantemente picar a realidade em pedacinhos”.

Até mesmo alguns minutos sentando-se calmamente e seguindo a respiração ajuda bastante. Eu considero especialmente eficaz inspirar a uma contagem de três e expirar a uma contagem de seis – efetivamente estendendo a expiração e aprofundando a experiência de relaxamento. A contagem é também um objeto eficaz de atenção, e, em função disso, aumenta a concentração.

Eu também descobri que é realmente mais prático se concentrar e relaxar por um minuto ou dois várias vezes por dia do que meditar por um longo período e em constante batalha contra a distração ao longo do caminho.

Há uma diferença entre a meditação mindfulness e simples mindfulness. Esta última não é uma prática separada da vida cotidiana. Mindfulness significa simplesmente nos tornar mais consciente do que estamos sentindo, trazer mais intenção para nossos comportamentos e estar mais atentos ao nosso impacto sobre os outros. Tem a ver com presença – o que a Ingram chama de “se manter silencioso e simples por dentro, em vez de desempenhar qualquer tarefa mental que seja”.

O verdadeiro desafio não é o que somos capazes de fazer com nossos olhos fechados. É ser mais auto-conscientes no cadinho da nossas vidas cotidianas, e nos comportarmos melhor como resultado. Isso é mindfulness em ação.

Foto do destaque: ConnectIrmeli (CC BY-NC-ND 2.0)

Zero Hora: Com ajuda da entrevistada, repórter dá os primeiros passos na meditação

No meio de uma entrevista com a médica Mariela Silveira sobre o valor da meditação para a saúde e para a qualidade de vida, a repórter do Jornal Zero Hora Fernanda Pandolfi parou a matéria para tentar meditar. Ela conta aqui como foi a experiência – destaco alguns trechos abaixo:

A Mariela me guiou, auxiliando na maneira exata de respirar e repetindo frases de tempo em tempo que me levaram a 15 minutos de transe. Tive espasmos, como se estivesse dormindo, e terminei a sessão com as mãos e o corpo quente.

“Vou praticar todos os dias”, pensei. Na primeira tentativa em casa, lembrei bastante da Julia Roberts nas primeiras cenas de templo budista no filme Comer, Rezar e Amar: tudo coçava, as costas doíam, o barulho dispersava e depois de uma eternidade de olhos fechados, passaram-se cinco minutos. Não poderia ser. Tentei novamente à noite e, dessa vez, quase dormi. Aliás, eu acho que ressonei por uns segundos. E assim, consecutivamente, naquela semana.

Com o girar do tempo – agora já se vai um mês -, a prática foi me ajudando. Diminuí a frequência, comecei a meditar só ao acordar e quando me sentia à vontade. Ainda não passei dos cinco minutos diários, mas já me sinto mais leve para levantar da cama e cumprir a agenda. Dos melhores ganhos que tive até agora: passei a abrir a persiana do meu quarto pelas manhãs, ato que andava esquecido por conta da correria e do relógio cronometrado.

Mas eu nunca meditei. É muito difícil?

Assim Cintia, uma moça de juba incendiária, compartilha a experiência de meditadora dela e responde a pergunta de muitas pessoas que querem começar a meditar mas indagam: Mas eu nunca meditei. É muito difícil?

Começar a meditar é muito fácil. Arranje um relógio e coloque-o na sua frente, mas não ligue o alarme, confie na sua mente. Sente-se confortavelmente, mas não se encoste, mantenha as costas eretas (o corpo fala!). Pode ser no chão ou em uma cadeira (eu prefiro no chão). O pulo do gato é ter uma almofadinha pequena ou uma toalha dobrada para colocar embaixo do bumbum. Dá equilíbrio e estabilidade, fundamentais para o conforto e a segurança necessários durante a prática. Mãos ficam em uma posição simétrica. Eu coloco em cima dos joelhos. Se você fechar os dedinhos polegar e indicador, melhor ainda (esse é um mudra que propicia a concentração e mantem o prana circulando no corpo). Defina quanto tempo você vai meditar. Eu sugiro começar com 1 minutinho, fácil fácil e faz uma diferença muito perceptível em nosso estado mental. Feche os olhos e preste atenção à sua respiração, à sensação que o ar proporciona ao passar pelas narinas e chegar ao pulmão. Essa é a técnica de meditação tradicional. Veja que é fácil, mesmo em apenas um minuto voltar o pensamento para outras coisas. Não tem nada de incomum nisso. Todo mundo faz isso no início. O lance é ser gentil com sua mente e delicadamente fazê-la retornar à respiração. Gentileza, amigos. Sua mente merece.”

Cabelos de fogo

Fevereiro é o mês em que volto a meditar diariamente.

Tudo começou quando meu chefe resolveu colocar a turma aqui para meditar antes da reunião. Como as reuniões melhoraram depois disso! E aí, em 2012 eu fiz um curso maravilhoso na Ong Baba Ananda sobre meditação. Foram abordadas várias técnicas e diversos aspectos da mente humana e por que a meditação é tão maravilhosa. Acalma, desintoxica de pensamentos ruins, trata ansiedade, é um santo remédio para insônia, emagrece (sim, você começa a comer de maneira conscienciosa e com isso nota que precisa de menos comida para ser feliz!) e a lista se desenrola até o infinito.

Posso dizer que descobri uma das melhores formas de se passar o tempo. Mas, sei lá por que (talvez auto-sabotagem) parei de praticar todo dia. Por isso, estabeleci que iria voltar às práticas diárias e focar nisso durante o mês de fevereiro inteirinho, de modo…

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Bastam 10 minutos de atenção plena

Quando foi a última vez que você ficou sem fazer nada por 10 minutos? Sem enviar mensagens de texto, conversar or mesmo pensar? Andy Puddicombe (do Headspace), especialista em meditação, descreve o poder transformador de fazer apenas isso: revigorar a mente com 10 minutos por dia, simplesmente estando consciente e experienciando o momento presente (sem precisar de incenso ou sentar em posições estranhas).

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Desafio: 21 dias a meditar

Encontrei hoje o blog da Margarida Cardoso, com logo aceitei o desafio de passar 21 dias meditando.

A ideia é mostrar que a prática faz o monge: se é difícil começar a praticar a meditação, a solução é usar a força de vontade para tornar a prática um hábito, um ritual, uma rotina – parte do nosso cotidiano. Assim como escovar os dentes.

Normalmente, esse é o tempo necessário para estabelecer um hábito novo, portanto eis o desafio:

Tenho a propor um desafio de 21 dias. Se falharmos um dia, recomeçamos do zero. E porquê 21 dias? Dizem que precisamos de 3 semanas para instalar um novo hábito. Não sei se é verdade, mas temos de começar de alguma forma.

Na primeira semana começaríamos com 15 minutos por dia (no momento do dia mais conveniente para cada um). Na segunda semana tentaríamos os 20 min. E depois os 25min. Se não conseguir, escolha um período de tempo mais curto… mas comece (e se já é um meditante experiente… aumente a fasquia!)

A Margarida destaca ainda a importância da motivação e do compromisso para conosco mesmos – e assumir um compromisso perante um grupo ajuda, assim todos podemos motivar uns aos outros. E fica mais divertido! Para fazer parte, inscreva-se aqui, e a cada dia você receberá um email de lembrete. Se precisar de ajuda, eis os conselhos da Margarida para principiantes.

Um tiquinho da minha experiência – já participei de alguns vários desafios do tipo, promovidos a cada estação pelo Chopra Center Meditation, mas confesso que nunca consegui acabar nenhum deles, pois ficava desmotivada se faltasse um dia ou outro, e como as meditações guiadas só ficavam no ar por um determinado tempo, eu acabava não conseguindo chegar ao fim. A diferença da proposta da Margarida é que em caso de falta devemos recomeçar do zero – não tem como dar errado!

E considerando que já estou meditando diariamente desde o dia 23 de dezembro (quando lancei o desafio para mim mesma), me dou conta que completei ontem meus primeiros 21 dias, e posso dar meu testemunho positivo: estou adorando, e hoje até acordei mais cedo para meditar mais (então, Margarida, já estava no desafio e não sabia!). Seria a prova de que o hábito enraizou-se em mim?

Margarida Cardoso

Quase todos os praticantes de meditação estão de acordo: custa começar a praticar, sentar, fazer disso um hábito, um ritual, uma rotina no nosso dia-a-dia.

É importante refletir na nossa motivação, rever prioridades, mas também assumir um compromisso para connosco– e para reforçar o compromisso, assumi-lo perante outros.

Tenho a propor um desafio de 21 dias. Se falhar um dia, recomeça do zero. E porquê 21 dias? Dizem que precisamos de 3 semanas para instalar um novo hábito. Não sei se é verdade, mas temos de começar de alguma forma :)

Na primeira semana começaria com 10/15 minutos por dia (no momento do dia mais conveniente para si). Na segunda semana tentaria os 20 min. E depois os 25 min. Se não conseguir, escolha um período de tempo mais curto… mas comece (e se já é um meditante experiente… aumente a fasquia!)

Pode encontrar alguns conselhos aqui e aqui.

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Começando

“A única forma de desenvolvimento é um esforço constante através da meditação. É claro que, no início, isso não é fácil. Encontram-se dificuldades inesperadas, às vezes há perda de entusiasmo. Ou talvez o entusiasmo inicial seja excessivo e diminua progressivamente com o passar das semanas ou meses. É preciso elaborar uma abordagem persistente, constante, baseada em um compromisso de longo prazo.”

 

Dalai Lama, em “O Livro de Dias”